27.12.07
Festas e Restos
Não sou alguém de muito espalhafato,
E é nos dezembros que mais quieta eu fico:
Minhas tristezas tocam o seu pico
E um longo sono é o fim de cada ato.
Minha alegria é o animal que abato
Junto aos demais - com abafado grito -
Dados à morte em nome do Bendito,
Ornamentando cada "fino" prato.
Quem aqueceu Jesus agora morre,
Ninguém percebe a lágrima que escorre
Dos inocentes olhos animais.
Quanta cegueira, Deus, há neste mundo!
Quando farás quebrar-se o prato imundo
De quem faz festa com restos mortais?
(Silvia Schmidt)

andreiadupski
9:55 — Arquivado em: 

O seu blog está muito bom e muito criativo, com imagens marcantes. Sempre retiro textos dele e posto nos meus endereços.
Parabéns!
Paulo Bastos
Comentário por Paulo Bastos — 31.12.07 @ 22:50