5.5.08
Gary Francione
Gary Lawrence Francione (1954) é Distinto Professor de Direito de Lei e Filosofia da faculdade estatual de New Jersey. Seu trabalho acadêmico é conhecido pela teoria abolicionista de Direitos Animais.
Ao contrário de Peter Singer, não é um Utilitarista, suas idéias são baseadas em direitos básicos e não na dicotomia dor e prazer. Também discorda de Tom Regan, argumentando que a morte de um animal não pode ser considerada inferior à de um ser humano, pois a sua senciência é uma ferramenta de sobrevivência e esta seria uma intenção explícita de permanecer vivo. Também argumenta que não podemos compreender a morte de um animal de acordo com os parâmetros humanos. Para ele, devemos dar um direito único aos animais: O de não ser propriedade.
Francione defende que a base moral do caminho abolicionista deve ser o veganismo, ou seja, a rejeição de qualquer produto de origem animal. Seu trabalho pode ser dividido em três áreas:
1) o status de propriedade dos animais
2) a diferença entre Direitos Animais e o Bem-Estar Animal
3) a teorial de direitos animais baseada na senciência
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_Francione
ENTREVISTA Gary Francione: Por que o Veganismo é Sua Base Moral
Leia a entrevista em: http://www.gato-negro.org/content/view/72/48

Direitos Animais
Conforme a Teoria Abolicionista de Gary L. Francione
1. Todos os seres capazes de sentir (seres sencientes), humanos ou não-humanos, têm um direito: o direito básico de não serem tratados como propriedade dos outros.
2. Nosso reconhecimento desse direito básico significa que devemos abolir, em vez de simplesmente regulamentar, a exploração institucionalizada dos animais – porque ela pressupõe que os animais sejam propriedade dos humanos.
3. Assim como rejeitamos o racismo, o sexismo, a homofobia e o preconceito contra as pessoas de idade, rejeitamos o especismo. A espécie de um ser senciente não é razão para que se negue a proteção a esse direito básico, assim como raça, sexo, orientação sexual ou idade não são razões para que a inclusão na comunidade moral humana seja negada a outros seres humanos.
4. Reconhecemos que não vamos abolir de um dia para o outro a condição de propriedade dos não-humanos, mas vamos apoiar apenas as campanhas e posições que promovam explicitamente a agenda abolicionista. Não vamos apoiar posições que reivindiquem regulamentações supostamente "melhores" da exploração animal. Rejeitamos qualquer campanha que promova sexismo, racismo, homofobia ou outras formas de discriminação contra humanos.
5. Reconhecemos que o passo mais importante que qualquer um de nós pode dar rumo à abolição é adotar o estilo de vida vegano e educar os outros sobre o veganismo. Veganismo é o princípio da abolição aplicado à vida pessoal. O consumo de carnes (vaca, ave, pescado, etc.), de laticínio, ovo e mel, assim como o uso de animais para roupas, entretenimento, pesquisa ou qualquer outro fim, são incompatíveis com a perspectiva abolicionista.
6. Reconhecemos a não-violência como o princípio norteador do movimento pelos direitos animais.
©2002 Gary L. Francione
Trad.: Regina Rheda
andreiadupski
8:46 — Arquivado em: 
