10.10.08

O Abate Humanitário e alguns números

Matéria do CPDA: Comitê para Pesquisa, Divulgação e Defesa dos Direitos Animais

Há algumas décadas, a indústria de alimentos de origem animal implementou, ao menos nos países mais desenvolvidos, o chamado "abate humanitário", visando evitar o sofrimento causado aos animais durante o abate.

Será que pode existir isto – "abate humanitário"? Destacamos os dados contidos no texto abaixo, são números de animais abatidos para consumo humano em 2003. A respeito destes números, indagamos:

Como é possível lidar com tantos animais, num ritmo de produção acelerado, e garantir o "humanitarismo" dos procedimentos?

O simples bom-senso mostra que acreditar no que diz a indústria, sobre os cuidados que supostamente oferece aos animais, é arriscar-se a ser ludibriado.

A indústria de alimentos de origem animal prejudica a todos nós de muitas formas. Entretanto, são os animais os primeiros afetados, e é nossa obrigação saber o que se passa ali e acabar com tudo isso.

Segue o texto do Centro Vegetariano:

Número de animais para consumo humano

Com base nas estatísticas da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations - http://www.fao.org ) sobre Agricultura (Statistical Databases – Agriculture), o Secretariado da União Vegetariana Europeia (EVU), num comunicado recente, apresentou o número de animais mortos no mundo para consumo humano durante o ano de 2003.

Os números foram estabelecidos a partir de relatórios provenientes de mais de 210 países. Mas deve ter-se em atenção que alguns países e territórios não fornecem dados.

Animais abatidos em 2003 (por ordem decrescente):

- Galinhas e frangos: 45 bilhões e 900 milhões
- Patos: 2 biliões e 260 milhões
- Porcos: 1 bilião e 240 milhões
- Coelhos: 857 milhões
- Perus: 691 milhões
- Gansos: 533 milhões
- Carneiros, ovelhas, cordeiros: 515 milhões
- Cabras: 345 milhões
- Bois, vacas, vitelos: 292 milhões
- Roedores: 65 milhões
- Pombos e outras aves: 63 milhões
- Búfalos: 23 milhões
- Cavalos: 4 milhões
- Asnos, mulas, machos: 3 milhões
- Camelos e outros camelídeos: 2 milhões

A soma de todos estes números prefazem um total de mais de 50 bilhões de animais, sem ter em conta os animais aquáticos (peixes e crustáceos).

Os números referem-se apenas aos animais abatidos nos matadouros. Excluem-se os animais de criação extensiva (geralmente para consumo doméstico) assim como os que são alvo da caça, difíceis de contabilizar por não haver qualquer tipo de controle.

Tendo em conta que um onívoro consome em média 95 animais por ano e que a população mundial não-vegetariana é de bilhões, compreende-se que o número exato de animais mortos para a alimentação humana será muito superior àquele que os dados da FAO nos fornece. Sabe-se que só nos EUA se consomem anualmente mais de 10 bilhões de animais.

fonte: www.explorinter.com.br/home/artigo/16

andreiadupski    9:35 — Arquivado em: Sem categoria


5.9.08

Formas de ativismo pelos Direitos dos Animais (DA)

Definição abrangente de ativismo: consiste no processo de agir em apoio a uma causa, em contraste com lamentar-se em particular e expressar desgosto com o atual estado de coisas. Dado isso, o ativismo pelos (DA) tem um grande alcance, com ações relativamente simples e inócuas em um extremo e dificultosas ações político-judiciais em outro.

Cada indivíduo deve tomar uma decisão pessoal sobre em que ponto dos dois extremos ele vai atuar. Para alguns, as ações ilegais ou uso da forca é um imperativo moral; outros poderão condenar esses atos, ou eles poderão ser impraticáveis (por exemplo, um advogado pode ajudar os animais melhor através do processo legislativo-judiciário do que participando de ataques, e possivelmente tendo sua licença cassada).

A seguir são relacionadas algumas amostras do ativismo pelos DA:

Ações Pessoais:
Aqui estão algumas das ações que você pode tomar em apoio aos DA:
- Aprender: informe-se a respeito dos assuntos envolvidos.
- Vegetarianismo ou Veganismo: se torne um vegan ou vegetariano.
- Moda livre de crueldade: evite couro e peles.
- Compras livres de crueldade: evite produtos que envolvam teste em animais.
- Investimento com consciência: evite ir a lugares que exploram animais.
- Hábitos pró-animais: evite produtos que testam em animais, pesticidas, detergentes, shampoos, etc.

Regra de Ouro: aplique-a a todas as criaturas e viva de acordo com ela. A conversão é o processo de "espalhar a idéia".
Aqui estão algumas das maneiras pelas quais isso pode ser feito:

- Conte à sua família e aos seus amigos sobre a proposta dos DA.
- Escreva cartas e e-mail para os legisladores, jornais, revistas, etc.
- Escreva livros e artigos.
- Crie documentários em vídeo.
- Faca panfletagem e divulgação.
- Dê palestras em escolas, empresas e outras organizações.
- Participe de comitês que supervisionam as pesquisas em animais.
- Faca piquetes, boicotes, demonstrações e protestos.

Organização é uma forma de meta-panfletagem, ajudando outros a espalharem a idéia.
Aqui estão algumas das maneiras de fazer isso:
- Filie-se a uma organização relacionada aos DA.
- Contribua com tempo ou dinheiro para uma organização relacionada aos DA.
- Funde uma organização pelos DA.
- Atue diretamente pelos DA junto aos políticos e legisladores.

Texto completo em: http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=247

andreiadupski    15:36 — Arquivado em: Sem categoria


1.9.08

abolicionismo X abate humanitário

VEDDAS: Revista da Folha 31/08/2008

Clique na imagem abaixo para ler matéria completa


Via: vista-se.com.br

andreiadupski    8:45 — Arquivado em: Sem categoria


22.8.08

Curitiba ganha a primeira feira de rua vegetariana

Acontece no próximo dia 23 de agosto de 2008, sábado, das 9h às 17h, na Praça 29 de Março, no bairro Mercês, a Feira Vegetariana de Curitiba, promovida pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) através do grupo filiado de Curitiba.

O evento, de entrada franca, tem como objetivo divulgar o vegetarianismo e todos os seus benefícios através da gastronomia. Treze feirantes, adeptos ou simpatizantes deste tipo de alimentação, vão comercializar alimentos e produtos 100% vegetarianos, ou seja, em cujo preparo não entra ingredientes de origem animal. Entre as opções, haverá cachorro-quente, espetinho, trufas, salgados assados, tortas, bolos, pizza, sanduíches, hambúrguer, quibe e bebidas.

A SVB também manterá uma barraca com material informativo e com produtos para venda, como livros, camisetas, sacolas ecológicas, videos, adesivos, entre outros.

A Feira Vegetariana de Curitiba é um evento inédito no Brasil, por ser gratuito, aberto à população e realizado em um espaço público e também por conter apenas produtos veganos (de origem não-animal).

DIA: 23/08/08 - Sábado
HORA: das 9h às 17h
LOCAL: Praça 29 de Março, Mercês | Curitiba - Paraná


Fonte:www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=notas&id=21583

 

andreiadupski    15:07 — Arquivado em: Sem categoria


Por que protetores de animais comem animais?

Palestra proferida no 36º Congresso Vegetariano Mundial
Paula Brügger *

A história da nossa espécie - Homo sapiens -, sobre a Terra é marcada por uma progressiva ruptura entre nós e o entorno, como nos ensina Milton Santos. Essa afirmação, verdadeira sobretudo para as sociedades industriais, nos obriga a refletir, entre muitas outras questões, sobre o fato de estarmos nos distanciando cada vez mais dos processos produtivos que fabricam diversos itens e produtos que consumimos no nosso dia-a-dia. Isso significa que pouco sabemos sobre o custo ambiental, social, etc, da maior parte desses produtos. Por exemplo, para ter acesso à eletricidade basta tocar o interruptor, e para saborear um pedaço de carne, basta escolher um bom corte no supermercado. Mas o processo de produção de diversos produtos que consumimos quotidianamente pode ser bastante predatório em muitos sentidos.

Nossa dieta alimentar, por exemplo, pode ser geradora de grandes impactos sociais e ambientais, dependendo se ela é basicamente vegetariana ou carnívora (rica em proteína animal, em geral). As dietas essencialmente carnívoras provocam hoje gigantescos impactos sociais e ambientais como destruição de habitats e perdas de biodiversidade; consumo exacerbado de recursos naturais renováveis e não renováveis (como água, solo, petróleo); poluição; destruição de pequenas propriedades rurais e exclusão social; além de estar associada com o aumento de incidência de diversas doenças como as cardiovasculares, obesidade, câncer, etc. Todas essas razões seriam suficientes para abdicarmos de uma dieta rica em proteína animal, pois tal dieta é insustentável. Entretanto, a questão central deste grupo de trabalho é o sofrimento infligido aos animais que são criados e abatidos para consumo humano.

Por que é tão comum protetores de animais comerem carne?

A resposta, me parece, está pelo menos em parte ligada a essa ruptura entre nós e o entorno. Embora possamos prescindir de carne e outras formas de proteína animal para garantir uma boa saúde, muitos protetores de animais ainda comem carne unicamente porque, de um lado, não têm que matar o animal com suas próprias mãos, e de outro, desconhecem todos os sofrimentos por que passam tais animais antes de chegar às suas mesas. Em outras palavras, vale a velha máxima: "o que os olhos não vêem, o coração não sente".

A relação seres humanos-animais pode ser tratada sob inúmeros aspectos: tráfico de animais; alimentação rica em proteína animal; uso de animais em ensino e pesquisa; uso de animais em circos, rodeios, etc, animais de rua, e muitas outras. A questão dos animais de rua é sem dúvida um dos principais focos de atuação da maior parte das ONGS que têm como objetivo o amparo e a proteção dos animais, e é um problema muito mais visível, pois os animais abandonados estão sofrendo diante de nossos olhos. Esse problema é, entretanto, apenas a "ponta do iceberg", quando se trata da relação entre nós e os animais.

Além dos inúmeros problemas sociais e ambientais antes apontados, cada vez que nos sentamos à mesa estamos compactuando, ou não, com a exploração e sofrimento de milhares de animais. Embora esse sofrimento não esteja diante de nossos olhos, a verdade é que diversos outros seres sencientes, isto é - capazes de experimentar prazer, dor e outras sensações -, passam suas breves vidas confinados em condições deploráveis para depois serem abatidos e nos servir de alimento. Porcos, frangos, bezerros, perus e muitos outros animais são brutalmente mutilados antes de virar comida: seus rabos e bicos são cortados ou queimados para evitar o canibalismo e/ou para que não possam escolher parte de seu alimento; são castrados sem anestesia; são transportados para os matadouros sem água ou alimento suportando temperaturas extremas, etc. O sofrimento pode ser tanto que em muitos casos - como o dos bezerros criados para produzir vitela -, o abate, ou seja a morte, é quase que uma redenção, já que marca o fim de uma vida absolutamente miserável. Há ainda muitas outras formas de sofrimento impostas a animais que não são criados em cativeiro como a separação entre mães e filhotes, a separação de rebanhos, as marcas com ferro em brasa, e outros sacrifícios que não levam em consideração os interesses dos animais, como argumenta o filósofo Peter Singer.

Mas será correto submetermos seres sencientes a todo esse sofrimento para deles tomamos carne, ovos, leite ? Serão os animais nossos companheiros de jornada na Terra, ou meros recursos para nos servir e atender nossos desejos hedonistas ? A triste realidade é que em nossa sociedade os animais estabulados e de granja deixam de ser seres vivos e se tornam meros objetos, no caso, meros containers de proteína. É patético pensar, por exemplo, que a idade em que porquinhos são abatidos, é a mesma época em que, em outras condições, esses mamíferos inteligentes estariam brincando animadamente, tanto quanto nossos cães e outros animais de estimação. De fato, o mesmo tratamento considerado "normal" ou "aceitável" para muitos animais que nos servem de alimento, é considerado cruel e suficiente para dar voz de prisão, quando aplicado aos nossos animais de estimação. O Decreto Lei 24.645/34, por exemplo, que estabelece medidas de Proteção aos animais, prevê como crime uma série de situações de sofrimento que ocorrem corriqueiramente com animais submetidos a processos de produção industrial, mas isso jamais impediu que tais sofrimentos fossem impostos aos animais.

Se tratamos cães e gatos com carinho e amor, mas não nos sensibilizamos com o sofrimento de outros animais, estamos sendo injustos. Não somos mais caçadores-coletores e temos à nossa disposição uma ampla variedade de fontes de proteína que nos garantem uma alimentação balanceada. Portanto, pelo menos no que diz respeito à maior parte da população urbana do mundo, a carne e outras formas de proteína animal podem ser consideradas um luxo já que é possível prescindir de seu consumo. O tratamento diferente que damos a cães e porcos, por exemplo, fere o princípio ético da igualdade, entendida como igual consideração de interesses. Ser passível de sofrimento é a característica que diferencia os seres que têm interesses - os quais deveríamos considerar -, dos que não os têm. Enfim, a condição de "senciente" é suficiente para que um ser vivo seja considerado dentro da esfera da igual consideração de interesses.

* Bióloga, Especialista em Hidroecologia, Mestre em Educação e Doutora em Ciências Sociais, Professora do Deptº de Ecologia e Zoologia da UFSC, Coordena o projeto de educação ambiental "Amigo Animal". É ativa na defesa dos animais como voluntária da ONG "Sociedade Animal". Foi, durante quatro anos membro do "Comissão de Ética no Uso de Animais" - (CEUA).

Fonte: www.ecoterrabrasil.com.br/home/index.php?pg=temas&cd=1333

andreiadupski    8:32 — Arquivado em: Sem categoria


14.8.08

Ativeg - no Blog Por Amor aos Animais!

Seja um Vegetariano com Atitude

O Projeto

De alguns anos para cá, muitas pessoas aderiram a um estilo de vida pouco conhecido até então, o vegetarianismo/veganismo. Muitas delas não se limitaram exclusivamente à dieta alimentar, mas começaram também a agir em defesa dos animais e da natureza.

Constantemente vemos diversas ações isoladas, que se manifestam através de distribuição de panfletos, protestos e até mesmo outdoors.

Iniciativas como estas surtem um efeito positivo, mas o retorno torna-se inexpressivo quando o comparamos com a quantidade de animais mortos e explorados, sem contar os estragos aplicados na natureza.

Baseado em todos esses fatores, foi criada a ATIVEG. O principal intuito com tal iniciativa é o de reunir todos estes esforços espalhados pelo país e concentrá-los com uma só identidade, de tal forma que esta luta ganhe força através de campanhas integradas por profissionais e colaboradores atuantes em diferentes áreas profissionais, tais como : Publicidade, Web Design, Design, Redação, Administração, Educação, Assessoria de Imprensa e muitas outras que oferecem direta ou indiretamente benefícios para a defesa dos animais.

A idéia central do projeto é criar uma agência de publicidade, sem fins lucrativos, em defesa dos animais, a qual promoverá amplas divulgações. A primeira delas, antes mesmo desta agência estar operando em todas as áreas de atuação, é a realização de um projeto nacional de outdoors “vegetariano”. Após estruturada a agência, serão realizados outros materiais de divulgação, como folders, cd’s, mala direta, flyers, ações online e muitas outras a serem aplicadas e definidas posteriormente.

O objetivo final quanto à estrutura do projeto é o de agregar diversos mecanismos para difundir o vegetarianismo/veganismo, atuando em áreas ligadas à saúde, educação e muitas outras a serem eleitas posteriormente.
Objetivos

O principal objetivo do projeto é o de agregar continuamente o maior número possível de voluntários, habilitando-os e dando total suporte para os mesmos atuarem em suas respectivas regiões. Como o Brasil possui um tamanho de proporções continentais, esta tarefa será longa, árdua e duradoura.

Em paralelo, o intuito é o de divulgar os abusos aplicados aos animais por diferentes áreas, são elas: alimentação, entretenimento, vestuário, pesquisas, trabalho e comércio ilegal de animais.

Grande parte das empresas envolvidas neste sistema perverso se recusam a mudar suas posturas, sendo completamente indiferentes ao sofrimento causado aos animais. Em muitos casos, maximizando os danos já causados.

Para que o projeto comporte todos os objetivos a médio e longo prazo, será necessária a criação de uma ONG. Todos os procedimentos possíveis para a criação da mesma já estão sendo providenciados, contudo existem algumas barreiras a serem superadas:

1 – Sede a ser definida;
2 – Manutenção da ONG (contador);
3 – Verba para subsídio das campanhas e ações.

Visando contornar tais impedimentos com a máxima breviedade, diversos voluntários se disponibilizaram para facilitar a captação de verba, atuando tanto na divulgação do projeto como se oferecendo para contribuir mensalmente com uma quantia média na faixa de R$ 10,00.

Leia tudo sobre o projeto em: www.ativeg.org

Ajude, divulgue, participe, os animais agradecem!

andreiadupski    10:48 — Arquivado em: Sem categoria


O mito da proteína

 

Mas, de onde você tira suas proteínas?

Esta pergunta parece ser, para aquele que a faz, o único argumento necessário para enfrentar o vegetarianismo. As pessoas em nossa sociedade parecem ser obsediadas por proteína, mesmo aquelas que sequer sabem definir o significado da palavra. No entanto, a proteína é um dos nutrientes mais fáceis de serem obtidos.

Adotando-se hábitos alimentares inadequados, uma pessoa pode desenvolver uma deficiência de vitamina A, vitamina C, cálcio, mas é quase impossível desenvolver uma deficiência protéica em uma dieta caloricamente adequada. Para que possamos melhor compreender como isto acontece, devemos calcular nossas necessidades diárias de nutrientes como porcentagem de calorias.

Cada grama de proteína fornece quatro calorias. Portanto, se uma batata que pesa cem gramas fornece 75 calorias e 1,8 grama de proteína, podemos dizer que ela fornece 7,2 (1,8 vezes 4) calorias na forma de proteína, ou 9,6% (7,2 dividido por 75 vezes 100) das calorias totais na forma de proteína. Aplicando-se o mesmo cálculo ao brócolis, o trigo, o arroz, etc, obtemos os resultados vistos na tabela abaixo:

O NRC (National Research Council) é um órgão do governo americano responsável pela elaboração de guias alimentares e determinação das necessidades nutricionais do indivíduo de acordo com sua idade e estado fisiológico (RDA). As informações por ele produzidas são utilizadas em vários países de todo o mundo, inclusive no Brasil.

Segundo o NRC, um adulto do sexo masculino requer uma ingestão diária de 2.700 calorias, onde devem se incluir 56 gramas de proteína. Estes 56 gramas de proteína representam 224 calorias das 2.700 calorias totais, ou seja, cerca de 8,3%. Para adultos do sexo feminino, a recomendação é de 2.000 calorias, onde devem ser inclusos 44 gramas de proteína, ou cerca de 8,8%. Temos então que a recomendação adotada mundialmente é de que se obtenha de 8 a 9% do total de calorias do dia na forma de proteína.

A tabela mostra claramente que os alimentos de origem vegetal fornecem muito mais do que 8% de suas calorias na forma de proteína, exceto as frutas. Se o indivíduo ingerir calorias suficientes a partir destes alimentos, ou seja, se ele ingerir, por exemplo, 2.700 calorias comendo apenas batatas, brócolis e trigo durante o dia, suas necessidades protéicas serão supridas mais do que satisfatoriamente, a não ser que ele adote uma dieta baseada exclusivamente em frutas.

Deficiências Reais

Existem possibilidades de um indivíduo desenvolver uma deficiência protéica, mas estes são casos muito específicos. Uma maneira é não ingerir uma quantidade suficiente de alimentos, sejam estes de origem vegetal ou animal. A imagem de crianças desnutridas que vemos na televisão ou nas ruas é um exemplo típico de desnutrição protéico-calórica. Mas estas crianças (ou adultos) não apresentam carências exclusivamente protéicas, elas também sofrem de carências de vitaminas de A a Z, calorias, ferro, cálcio e etc. A proteína não será um problema desde que se ingira uma quantidade suficiente de alimentos e, caso não hajam alimentos em quantidade suficiente, a proteína não será o único nutriente com que se preocupar.

Outra maneira de desenvolver uma deficiência protéica é ingerir grandes quantidades de álcool e açúcar. Ambos não contêm proteína e são grandes fontes de calorias. Mas, novamente, estes dois “alimentos” também são pobres em todos os nutrientes (vitaminas, minerais, lipídios, carboidratos complexos) e uma deficiência protéica não será a única a se desenvolver.

Devido à suficiência - ou abundância - de proteínas nos produtos de origem vegetal, o consumo de produtos de origem animal (carnes, ovos e derivados do leite) é totalmente desnecessário para suprir nossas necessidades protéicas. O único produto de origem animal necessário à nutrição humana é o leite e este deve ser, obviamente, humano. Após o período de amamentação, como o próprio nome sugere, o leite deixa de ser necessário ao homem ou a qualquer outro mamífero. O leite materno, que vem fornecendo proteína aos humanos em fase de amamentação por milênios, fornece apenas 6% de suas calorias na forma de proteína, enquanto o leite de vaca fornece, exageradamente, 22% de suas calorias na forma de proteína.

A Superioridade dos Vegetais

Não somente é a proteína vegetal suficiente, mas ela é também superior à proteína animal. A carne, por exemplo, seja ela qual for, é composta por proteína, gordura e algumas vitaminas e minerais. Ela não contém um grama sequer de carboidratos ou fibras. A busca por uma quantidade exagerada de proteína leva à adoção de cardápios que são também excessivamente ricos em gorduras e extremamente pobres em fibras e carboidratos complexos. Uma dieta rica em proteínas está diretamente ligada à perda de massa óssea (osteoporose) e o consumo excessivo de gorduras é o principal fator na ocorrência da obesidade e doenças cardiovasculares. Ao mesmo tempo, uma dieta pobre em fibras e carboidratos complexos implica na ocorrência dos mais variados problemas de saúde.

As implicações do consumo de produtos animais serão discutidas em maiores detalhes em números futuros. O importante aqui é notar que os produtos animais são realmente mais ricos em proteína do que os produtos vegetais e isto, contrariamente à crença popular, não traz benefícios à saúde, mas sim prejuízos.

Autor: Dr. George Guimarães

Fonte: www.guiavegano.com.br

andreiadupski    8:38 — Arquivado em: Sem categoria


11.8.08

For the People, For the Planet, For the Animals

Assista: http://www.nonviolenceunited.org/veganvideo.html

andreiadupski    12:27 — Arquivado em: Sem categoria


8.8.08

Maurício de Sousa anti peles!

Penadinho, personagem da Turma da Mônica, dá uma lição sobre peles e suas consequências com uma linguagem fácil e divertida, marca dos personagens de Maurício de Sousa. Um assunto extremamente importante, parabéns Maurício.

Leia na íntegra a estorinha clicando aqui



fonte: vista-se.com.br

andreiadupski    11:16 — Arquivado em: Sem categoria


7.8.08

Vegetarianismo e Yoga

Razões para o praticante de Yoga se tornar Vegetariano

O vegetarianismo tem sido adotado maciçamente pelos praticantes de Yoga desde milênios atrás, por três motivos:

1) o dharma e a ética ambiental,
2) a saúde e
3) o progresso espiritual.

Em relação ao primeiro ponto, vale lembrar: considera-se comer carne um crime contra a lei universal, porque isso significa participar, mesmo que indiretamente, em atos de crueldade e violência contra o reino animal, mas também contra o meio ambiente, quando somos coniventes com a destruição das florestas para fazer pasto para engordar o gado. Se uma parte da extensão de terra fértil usada atualmente para criar gado fosse utilizada para plantar cereais, o problema da fome no mundo acabaria imediatamente.

Em relação à questão da saúde, está mais do que claro que uma dieta rica em carnes é diretamente responsável por uma interminável série de problemas de saúde, que vão desde a prisão de ventre até o câncer de cólon, desde o mal de Parkinson até o mal da vaca louca, desde a halitose até problemas cardíacos como o enfarte, que, aliás, é a principal causa de mortes no mundo. Se continuarmos de olhos fechados para essas constatações gritantes, continuaremos vivendo mal e morrendo cedo.
Uruguai, por exemplo, país onde o consumo de carne vermelha é maciço, é recordista planetário em mortes por câncer de cólon (em números relativos à população).

Em relação ao último ponto, o progresso espiritual, devo dizer que nem todas as tradições espirituais do Oriente abraçaram o vegetarianismo. O budismo tibetano, por exemplo, não menciona o assunto. Isso acontece por dois motivos. Por um lado, o Tibet é um país íngreme, alto e muito frio, onde não é possível para a maioria da população seguir uma dieta vegetariana.

Por outro lado, Buda não quis colocar nenhuma restrição a seus monges em relação à alimentação para evitar que eles se apegassem a uma dieta ou deixassem de aceitar o alimento que lhes era dado como esmola.
De fato, o próprio Buda morreu em decorrência de uma intoxicação que adquiriu num jantar onde lhe foi servido porco, que ele não rejeitou pela questão do desapego mencionada acima. Não obstante esses dois motivos, e outros que poderíamos mencionar, o Dalai Lama recomenda aos seguidores do budismo tibetano a dieta vegetariana.

Excetuando-se o budismo, todas as demais tradições ascéticas da Índia são taxativas em relação à dieta vegetariana: hindus, jainistas e parses aderem desde tempos imemoriais ao vegetarianismo como meio para purificarem não apenas seus corpos mas igualmente suas mentes e corações.

Para o yogi consciente, devorar a carne de animais mortos é um ato de barbárie que carrega consigo conseqüências kármicas muito indesejáveis.
Considera-se como regra que, se o alimento foge de você quando você estende sua mão para pegá-lo, você não deve comê-lo. Se estender minha mão para pegar um frango com a intenção de matá-lo para comer, é natural que ele fuja para proteger sua vida. Até mesmo animais com limitações de locomoção como as ostras fugiriam de você se tivessem pernas e sentissem que você está atrás delas para comê-las!

Por outro lado, o reino vegetal parece dar seus alimentos sem demasiado sofrimento. Se estender minha mão em direção a um cajueiro para pegar seus frutos, este generosamente permite que me alimente com eles. A árvore não sofre, o alimento é bom e eu tenho direito de me beneficiar dele. Por causa disso, considera-se que a dieta vegetariana esteja em harmonia com o dharma.

A palavra dharma significa “aquilo que mantém unido”, e refere-se não somente às leis naturais, mas igualmente à Força Consciente de coesão e harmonia que gera e mantém o universo. Tudo é harmonia no universo.


“Como pode praticar a verdadeira compaixão aquele que come a carne de um animal para engordar sua própria carne? Maior do que mil oferendas de ghi no fogo sagrado é não sacrificar nem consumir nenhuma criatura viva.”

Fonte: www.yoga.pro.br
Vegetarianismo e Yoga
Pedro Kupfer

 

andreiadupski    11:52 — Arquivado em: Sem categoria
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